A Quincas Berro d’Água
Chico morreu na praia
Era fim de semana
Com um litro de cachaça
Empurrado na pança
Siri nem caranguejo
Lhe fez companhia
Parou de trabalhar
Patroa incomodar
Vida de boemia.
Quando chegou ao céu
São Pedro lá na porta
Falou “não vai entrar
Com o bafo de cachaça”
Chico, um bom malandro
Levou Pedrão na lábia
Falando enrolado
Entrou cambaleando
Com o copo americano.
Meio sem chão nem rumo
Foi procurar um bar
Só viu anjos voando
De cá pra lá pra cá
Sem saber onde estava
Disse consigo mesmo...
“Vou deixar essa pinga
Tô vendo muita coisa
Aproveitar que é anjo
E não capeta mi ispetano.”
Um moço de vestido longo e branco
Disse pr’ele “calma
O segredo é não tomar demais
Moderação é bom um pouco”
Transformou um líquido transparente
Num avermelhado
Chico encontrou um parceiro
Que além de lhe dar conselho
Lhe fez beber moderado.
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Gosto de poesia com prosa. Além de dar um encanto à estória, a deixa ritmada. Você soube captar a brasilidade e a humanidade de "Chico" e, ao mesmo tempo (ou por isso mesmo) tornou o personagem bastante original.
ResponderExcluirAbraços, Weslley.
Adorei Weslley!!! Muito bom!!
ResponderExcluirQuer dizer que no céu a gente vai ter que beber moderado é?? Queria ver o que Marcos Monteiro vai achar disso... vai ficar triste, o bichinho... rsssss
Saudades!! Bjo!!