sábado, 7 de novembro de 2009

TAL QUAL AS ESTAÇÕES


Somos tal qual o tempo

E do ano as estações.


A primavera

O início

O surgimento

Florescimento da vida.


Vem então o calor da mocidade

O verão

Vigor intenso.


Chega o outono...

A maturidade

Velhice

As folhas ameaçam cair.


E por fim

Surge o inverno

Esfriamento

Ciclo final...

Quando a chuva

Molha

Nosso epitáfio.

domingo, 1 de novembro de 2009

MARÉ DA VIDA


Após trabalho árduo sai o pescador do mar com o fruto do seu labor em redes. Então, cata os peixes e se satisfaz. Coloca seu instrumento no barco. Chega à noite fatigado, vai descansar. Entretanto, precisa guardar seu veículo de trabalho, deixa-o lá no mar ancorado. Baixa a vela, joga a ancora n’água. Certifica-se se a mesma está fixa ao solo marinho e volta nadando para a praia. Segue a noite e o barco está lá isolado, ao sobe e desce das ondas do mar exposto. O pescador dorme...

O que faz pensar este que pela manhã o barco encontrará? Quem? A confiança na âncora? No barco? No mar? Independente disso, certo é: ele sempre quererá voltar... pra pescar.

sábado, 24 de outubro de 2009


VASTO MUNDO



Mundo, mundo
Informe mundo
Mundo, mundo
Disforme mundo
Se o mundo fosse forme
Seria uma rima
Não uma solução.

O rio se move e nunca é o mesmo
Os humanos também não.
O fruto do pé cai
E de pronto semente germina.
O sol anoitece
Põe-se, dormita
Mas logo a lua surgente amanhecerá.

Mundo, mundo
Vasto mundo
Mudando
Mundando
Nunca concluso
Vasto sempre pois será...